Os últimos 15 dias na academia

Não possuo nenhum embasamento científico sobre o assunto, mas acredito que todo medo, no fundo, está atrelado ao medo da morte. Fobia a aranhas, elevadores, cobras, medo de entrar no mar, de altura, de ser assombrado por almas penadas sedentas de sangue. Tudo isso é medo de partir dessa para melhor. Ou pior, vai saber.

É por isso que nunca entendi uma certa fobia que vi na tevê faz um tempo, envolvendo – música de terror – botões. Sério mesmo. O cara tinha pavor de botões. Botões, desses de costurar na roupa. O pesadelo desse sujeito deve ser ir a um armarinho. Imagina… Ele olhando pros lados e berrando de horror, ahhhh botões! Botões! – e os botões lá, encarando o botãofóbico como pássaros hitchcockianos.

Se pelo menos fossem zíperes… Zíperes me parecem mais perigosos e, se você se esforçar bastante, pode até morrer de zíper.Infelizmente, ele não resistiu aos ferimentos causados por um fechamento equivocado de zíper. Mas botões? De que forma poderiam estar associados à ideia de morte? É levar muito ao pé da letra a expressão “abotoar o paletó”.

Mas voltemos ao meu medo. Que não é de avião, mas de morrer dentro dele. Ou fora dele, sugada pela pressão exterior. Desde o momento em que a “aeronave” – como eles gostam de chamar, como se a palavra “nave” tornasse tudo menos mortal – acelera para decolar até o exato instante em que a primeira rodinha toca o solo, eu não consigo pensar em outra coisa além de “ai meu deus, eu vou morrer”.

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