É só lembrar que o amor é bem maior

Gostar de Anitta me traz sentimentos controversos. Eu me sinto julgada quando admito que a adoro, depois fico triste ao perceber o quanto as pessoas se sentem superiores por odiarem uma mulher (principalmente quando esse ódio vem de outras mulheres). Então, num súbito, eu é que me sinto superior aos outros por ser capaz de oferecer amor a alguém cujas atitudes eu nem sempre concordo. Gostar da Anitta faz eu me sentir livre pra errar, porque é no erro que a gente mais se conecta. Eu ri quando ela xingou uma pessoa de “pobre” em 2013, eu senti vergonha junto com ela na discussão com a Pitty (sei lá, 2015?), eu também tenho foto com bolsominions, eu já fui muito idiota,

machista, alienada durante todo esse tempo em que Anitta é famosa, e do mesmo jeito que eu fui aprendendo, eu a vejo tentando aprender todos os dias. É muito fácil me conhecer numa mesa de bar hoje e me achar legal, talvez não fosse assim em 2013. A diferença é que Anitta está na lupa, e eu não, os erros dela estão expostos pra sempre, os meus eu posso passar por cima. E toda vez que ela erra, eu quero acolhê-la. E toda vez que ela acerta eu me sinto genuinamente feliz por ela. Torço por ela como torço por mim mesma. Quero acreditar que posso me tornar uma pessoa melhor todos os dias, como acredito que ela também pode. E quero ainda acreditar na evolução espiritual daqueles que hoje torcem pelo fracasso de alguém que trabalha tanto (e honestamente) pelas coisas que conquista.

O lance com a Anitta é que ela é a maior popstar do país (quer você queira ou não), ela é uma empresa, uma mar

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