Todas as canções de amor

O mito da beleza simplesmente assumiu as funções da “religião” da domesticidade indicada por Friedan. Os termos mudaram, mas o efeito é o mesmo. Referindo-se à cultura feminina dos anos ’50, Friedan lamentou não haver “nenhuma outra forma de uma mulher ser uma heroína” a não ser “não parando de ter filhos”. Hoje em dia, uma heroína não pode “parar de ser linda”.

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Seja romântica, não seja Julieta

Por que nunca estamos plenamente satisfeitos com o que temos? A inquietude é saudável até certo ponto, afinal, ter objetivos e vontades é o que nos move. Mas o que fazer quando estamos constantemente nos questionando se o que temos é realmente o melhor que podemos ter? E por que aquilo que não temos só parece melhor até o momento em que passamos a tê-lo? Como aquela bolsa Prada que eu nunca comprei. Será que na minha casa, dentro do meu guarda-roupa modesto, que não é um closet gigante dos sonhos, aquela bolsa seria tão linda, vermelha e brilhante? Provavelmente sim. A quem estou enganando, eu quero aquela bolsa agora.

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